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quinta-feira, 3 de maio de 2012



Dermatofitose (doença de pele, causada por fungos).

<>Fonte: <>www.renalvet.com.br<>

 DERMATOFITOSE

Microsporum canis, Trichophyton mentagrophytes, Microsporum gypseum, "tinha", "ringworm", infecção por fungo.

Microsporum canis

 Microsporum gypseum






  Trichophyton mentagrophytes

ANIMAIS AFETADOS
Cães, gatos, seres humanos, cavalos, vacas e outros mamíferos. A "tinha" ou "ringworm" pode ser transmitida entre pessoas e animais.


VISÃO GERAL
A dermatofitose, que é uma infecção causada por fungos, também é conhecida como "tinha" ou "ringworm" devido à aparência da lesão de pele característica da doença: uma área circular de perda de pêlo com a borda externa alta e avermelhada. Estas lesões são resultado de uma reação inflamatória ao fungo. Cães e gatos são infectados pelo fungo Microsporum canis com maior freqüência, mas outros tipos de fungo também podem causar a dermatofitose.

Os gatos, especialmente das raças de pêlos longos, apresentam uma forma de infecção mais generalizada que a dos cães. Estes animais podem ser portadores crônicos do fungo mesmo que não apresentem nenhum sinal da infecção.

A dermatofitose pode ser transmitida para os seres humanos; sendo assim, os proprietários de animais infectados devem considerar a possibilidade de deixá-los de quarentena, até que a infecção seja curada. Devem ser tomadas precauções durante o tratamento dos animais, de modo a evitar contaminação humana e ambiental.


SINAIS CLÍNICOS
Os sinais clínicos incluem alopecia em falhas circulares, descamação, pústulas foliculares, eritema, hiper-pigmentação e prurido. As lesões de pele comumente se localizam na cauda, patas, face e orelhas. As síndromes clínicas, todavia, podem variar. Sendo assim, o diagnóstico da dermatofitose deve ser efetuado em condições diferentes do padrão de outras erupções de pele.


SINTOMAS
Pode ser notada perda de pêlo, causando falhas de formato circular. Pode acontecer descamação, pele avermelhada, inchaços ou espinhas, pele escurecida, coceira. A face, orelhas, patas e cauda são as áreas geralmente mais afetadas.








DESCRIÇÃO
A "tinha" ou ringworm (dermatofitose) é uma infecção por fungo que costuma afetar cabelos, unhas e as camadas superficiais da pele. Os tipos mais comuns de fungos observados em cães e gatos são o Microsporum canis, o Trichophyton mentagrophytes e o Microsporum gypseum.

Os animais entram em contato com os esporos infectados dos fungos, tanto em ambientes internos quanto externos. O solo contaminado é uma fonte comum da infecção, bem como outros animais infectados com a "tinha". Nem todos os animais que são expostos aos esporos do fungo, desenvolvem a infecção e, mesmo que esta ocorra, o cão ou gato podem não apresentar sinais clínicos da doença, sendo apenas um portador assintomático. O sinal clínico clássico da "tinha" ou ringworm é a falha circular de pêlo com um anel vermelho de inflamação. Entretanto, nem todos os animais infectados têm este tipo de lesão. Na verdade, como os sintomas da doença podem variar muito, a dermatofitose deveria ser considerada como uma possível causa de afecção dermatológica em todos os quadros de erupção de pele.

Embora a maior parte dos cães e gatos saudáveis seja capaz de eliminar sozinha as infecções por fungos, alguns casos podem ser bem difíceis de curar. O status de portador assintomático pode complicar as coisas. Como a presença da afecção está oculta nesses casos, os proprietários não sabem como tomar medidas preventivas contra a disseminação da infecção. Os animais que não respondem ao tratamento, especialmente aqueles que vivem em casas com vários gatos, devem ser levados a um dermatologista veterinário.


DIAGNÓSTICO
Após um histórico detalhado e exame físico, devem ser feitos testes para descartar outras afecções dermatológicas com sinais semelhantes, como infecção bacteriana e infestação por parasitas. Uma lâmpada especial, conhecida como lâmpada de Wood, pode ser usada como teste rudimentar de detecção da dermatofitose. Infelizmente, apenas 50% de um tipo específico de fungo, chamado de Microsporum canis fica fluorescente no pêlo do animal, com a cor de maçã verde característica. Sendo assim, um resultado negativo com a lâmpada de Wood não descarta a possibilidade da presença de dermatofitose.
 

 

Um método mais confiável de diagnosticar o problema é conduzir uma cultura de fungos em pêlos recolhidos da área em torno da lesão, arrancando-os com um instrumento limpo ou escovando-os com uma escova de dente nova. Para identificar a fonte da infecção, o crescimento do fungo é avaliado sob o microscópio para se determinar o tipo de fungo presente. A análise do material de acordo com o seu crescimento em meio estéril poderá descartar falsos resultados positivos que poderiam, de outra forma, ser causados por contaminação ambiental.

O veterinário poderá examinar os pêlos recolhidos ao microscópio para procurar evidências de unidade de fungos associados à raiz capilar. Este exame, no entanto, toma muito tempo e tem uma porcentagem apenas entre 40 e 70 por cento de êxito na detecção da dermatofitose. Em animais com anormalidades dermatológicas sérias, podem ser feitas biópsias de pele. Embora uma biópsia possa indicar uma real infecção por fungo, em vez de sua presença apenas temporária, este procedimento oferece um diagnóstico menos confiável do que a cultura dos fungos. Muitas vezes, este exame é realizado quando as lesões de pele não têm condições para que se faça a cultura para os fungos causadores da dermatofitose.


PROGNÓSTICO
A maioria dos animais saudáveis é capaz de se livrar sozinha de uma infecção por fungo, mas o processo leva meses. Devido ao potencial zoonótico da doença, deve-se procurar tratamento médico para apressar a eliminação da dermatofitose e diminuir a contaminação do ambiente com os esporos infectados por fungos.


TRANSMISSÃO OU CAUSA
A dermatofitose é transmitida pelo ambiente ao animal. O fungo pode infectar os pêlos, unhas ou pele e depois ser passado, através dos pêlos infectados ou escamas da pele, para outro animal. Todos os materiais de dormir, pentes, tesouras de tosa, gaiolas ou qualquer objeto que esteve em contato com o animal tornam-se fontes de infecção em potencial. Outras fontes de infecção incluem terra e roedores. Os fatores de risco incluem má-nutrição, higiene deficiente e aglomeração de animais num mesmo alojamento. Além disto, há um risco crescente para animais que têm o sistema imunológico comprometido em decorrência de doença ou medicamentos.


TRATAMENTO
Como a dermatofitose é uma doença infecciosa, os animais afetados devem ser mantidos em quarentena na casa do dono até estarem curados. Todos os animais afetados ou portadores assintomáticos da casa devem receber tratamento tópico, o que pode incluir a tosa do pêlo e a aplicação de um ungüento antifúngico na pele, ou banhos com xampu e de imersão do cão ou gato com produtos medicinais. O veterinário responsável poderá indicar o melhor procedimento, de acordo com a localização das lesões. Deve-se continuar o tratamento tópico até que a cultura dos fungos dê resultados negativos. Animais que aparentemente não estejam respondendo ao tratamento tópico, de duas a quatro semanas, devem receber medicação suplementar por via oral para erradicar a infecção com mais rapidez.

O medicamento oral antifúngico mais utilizado é a griseofulvina, mas algumas infecções por fungos podem ser resistentes a ele. Ademais, alguns animais, especialmente gatos, não toleram a griseofulvina e podem desenvolver um efeito colateral grave, que é a deficiência da medula óssea. Assim, deve ser feita uma série de hemogramas completos nos gatos que tomam esta droga para monitorar o aparecimento de problemas na medula óssea.

Da mesma forma, gatos com o vírus da imunodeficiência não devem tomar o medicamento.

O cetoconazol e itraconazol, duas drogas que ainda não foram liberadas nos Estados Unidos para tratamento da dermatofitose, têm sido utilizadas como alternativa à griseofulvina nos animais que não toleram este medicamento. Normalmente, a griseofulvina é segura para cães.

Foi desenvolvida uma vacina contra Microsporum canis para gatos, mas sua segurança e eficácia ainda necessitam ser pesquisadas. O uso da vacina pode ser recomendado nos casos mais resistentes de dermatofitose. Pode ser muito difícil erradicar infecções em casas ou centros de reprodução onde há muitos gatos e geralmente é necessário consultar um dermatologista veterinário. As pessoas que cuidam dos animais infectados devem usar luvas e seguir uma série de recomendações para evitar a infecção, inclusive a desinfecção minuciosa do ambiente interno. Se ocorrer infecção em seres humanos, deve-se procurar um médico imediatamente.


PREVENÇÃO
Evitar áreas geográficas suspeitas de abrigar os esporos dos fungos. O meio-ambiente do animal, escovas, lençóis e outros objetos potencialmente contaminados devem ser desinfetados periodicamente com uma solução de uma parte de água sanitária para dez de água.

Em casas onde há vários animais, deve-se fazer cultura de fungos de todos os animais, mesmo os que não apresentem sinais clínicos de infecção. Alguns animais, especialmente os gatos de pêlos longos, podem ser portadores assintomáticos da dermatofitose por longos períodos. O veterinário poderá indicar medidas adicionais de prevenção.

  



Os problemas de pele, geralmente enfrentado pelos cães, que vivem se coçando e nem damos muita importância. Muitas das vezes achamos que isso é natural dos próprios cães se coçarem. Não é bem assim, pois aqui vão algumas Dicas e um Alerta, porque é contagioso.

Sinais e Sintomas da Micose nos Cães:

Filhotes e cães adultos jovens são mais propensos a micose do que os cães adultos mais velhos.
Causada pelo fungo Microsporum canis, a micose é altamente contagiosa e pode propagar-se de cão para cão ou de um cão para humanos através de seus esporos.
Os folículos pilosos e os pelos de um filhote são os alvos principais da infecção por uma doença da pele e os sinais e sintomas são facilmente identificáveis.

A perda de pelo:
Enfrentando perda de cabelo em um padrão circular, cerca de 1 polegada de diâmetro, é um sinal de micose em um cachorro. Uma infecção de micose pode incluir uma ou mais manchas circulares sobre a pele do cachorro onde o cabelo está ausente, cada um rodeado por um anel avermelhado levantando da pele no meio dela pode aparecer escamosa.

Local da infecção:
Embora uma infecção de micose pode ocorrer em qualquer parte do corpo do filhote, é comumente encontrar em sua cauda, patas ou no seu rosto e orelhas. Desde que se espalha rapidamente a micose, o tratamento imediato é essencial para controlar a infecção.

Nódulos: Pequenos nódulos podem aparecer com uma infecção bacteriana que frequentemente acompanha a micose. Esses gânglios são comumente encontradas na face ou nas pernas no local de uma micose.

Comichão:



Se o cachorro está se coçando com empenho demais no local de uma micose, uma infecção bacteriana é provável estar presente. O cachorro pode lamber em uma micose na parte inferior do corpo - nas patas, entre os dedos ou em um arranhão no rosto ou no pescoço. Quando isso acontece, as unhas do cachorro pode se infectar com o fungo da micose e se tornam quebradiços ou rachados e se lastrando por toda parte do corpo e contaminando o ambiente.

Diagnóstico:
Além de sua observação dos sintomas do cachorro, o veterinário pode examinar o cabelo do seu cachorro sob um microscópio, ou ele pode utilizar uma luz ultravioleta para procurar um brilho indicador verde, significando que o fungo está presente na micose. A cultura do fungo também pode auxiliar no diagnóstico.


Micose é infecçao fúngica bastante comum em filhotes, causando manchas redondas sobre qualquer superfície de seus corpos. Sabendo o que procurar e as causas da infecção, os proprietários de cães podem ajudar mais facilmente a identificar a doença e procurar tratamento.

Os sintomas da sarna em cachorros

Escabiose, também conhecida como sarna sarcóptica é uma doença de pele que pode afetar os cães. É causada por ácaros que vivem apenas abaixo da superfície da pele do cão. É bastante comum em cachorros com idades compreendidas entre os 3 meses e 1 ano, mas também é encontrada em cães idosos. Se seu cão apresenta algum dos seguintes sintomas, você deve visitar o seu veterinário para um diagnóstico e um tratamento adequado, que poderá ser a forma de medicação tópica ou interna.
Sarna do cão é causada por uma infestação de ácaros na pele do seu cão. Um cão com sarna pode perder o cabelo e tem a pele escamosa vermelha ou ferida na pele. Alguns ácaros só podem ser visto ao microscópio, e outros podem ser vistos com o olho humano, você vai precisar do seu veterinário.

Ácaros são insetos que vivem em seu cão. Microscópicos membros da família aracnídeos vivem sob a pele do seu cão e depositam seus ovos em pequenas quantidades, o seu cão não vai nem perceber que estão lá. No entanto, quando a população começa a crescer, o resultado pode ser inflamação, manchas avermelhadas na pele e incessante coceira. No caso dos ácaros da orelha, um cheiro perceptível pode vir de orelhas do cão, enquanto os canais de orelha aparecem em vermelho e irritado.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dermatofitoses e Microsporum canis


Introdução

Dermatofitoses são infecções fúngicas superficiais causadas por fungos queratinofílicos dos gêneros Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton. Estes fungos utilizam como substrato a queratina presente em pêlos e unhas. É uma infecção bastante importante para cães e gatos, mas em gatos é considerada a doença infecciosa mais importante. Em ambientes com muitos animais é difícil de erradicar e apresenta importante papel zoonótico (Figura 2).

Etiologia

Microsporum canis é a causa mais comum de dermatofitose felina e canina; não é um agente normal da flora cutânea e sua presença está relacionada com infecção e no caso de gatos de pelame longo, também pode indicar o estado de portador assintomático.

Transmissão e Fatores Predisponentes

Os esporos originados de fragmentos de hifas são a  forma infectante e os animais tornam-se infectados por contato direto com  um animal infectado ou através de contato com um ambiente contaminado (escovas, toalhas, tanques, caixas de transporte, máquinas de tosa, gaiolas, etc... Os esporos são altamente resistentes e podem persistir em um ambiente por anos.
Animais muito jovens ou muito idosos, com nutrição inadequada, imunossupressão (neoplasias, endocrinopatias, terapias com corticoesteróides) e presença de ectoparasitas facilitam a instalação das dermatofitoses.

Aspectos Clínicos

a dermatofitose é muito pleomórfica nas apresentações clínicas e, deve ser investigada em muitas condições cutâneas, principalmente em felinos. O fato de ser uma zoonose e de ser altamente contagiosa indica urgência na definição diagnóstica. O prurido é variável, muitas vezes ausente, mas pode ser intenso. A lesão mais característica é a alopecia circunscrita com descamação, crosta, eritema  (Figura 1) ou hiperpigmentação. Face e membros são geralmente as regiões mais afetadas. Formas clínicas menos comuns incluem disqueratinização, alopecia simétrica, onicomicose, paroníquia e dermatite miliar (felinos), querion  e nódulos (associados cm inflamação e até mesmo piodermite bacteriana). Felinos de pelame longo podem ser portadores assintomáticos mantendo a dermatofitose em um gatil ou abrigo, caso não sejam reconhecidos. Em cães nota-se alta prevalência e maior dificuldade de tratamento na raça Yorkshire Terrier.

Diagnóstico:

O diagnóstico diferencial deve incluir piodermite superficial, demodiciose, disqueratinizações primárias e neoplasias cutâneas.

Lâmpada de Wood:  Trata-se de uma lâmpada ultravioleta que, na presença de algumas cepas de M. canis torna o pêlo esverdeado (Figura 3). Pode ser considerado um exame de triagem, pois nem todas dermatofitoses serão evidenciadas por esta técnica. Excesso de escamas e terapias tópicas prévias podem alterar o resultado.

Cultivo Micológico:  É considerada a técnica padrão e a mais confiável para o diagnóstico definitivo. Permite identificação do gênero e espécie do dermatófito.

Biópsia e Histopatológico: É o procedimento de escolha nas lesões de querion e nodulares. A coloração pode ser realizada com HE, porém PAS deve facilitar a identificação dos elemento fúngicos.

Tratamento

O sucesso terapêutico será obtido na associação de terapia tópica, sistêmica e controle ambiental.
Tratamento oral com antifúngicos.

Vacinação: As vacinas podem ser consideradas uma terapia adjuvante, mas isoladas não conseguem negativar animais positivos (gatos). Animais vacinados apresentam recuperação mais rápida do quadro lesional. Não há evidências de que as vacinas previnam as dermatofitoses em animais negativos.

O tratamento tópico limita a disseminação dos fungos para outros animais e para o ambiente. Prefere-se o uso de formulações a base de shampoos para aplicação em animais previamente tosados (principalmente gatos de pelame longo). Os shampoos mais efetivos para esse propósito são à base de miconazol ou cetoconazol e devem ser aplicados duas vezes por semana.

Ambiente:

Os desinfetantes mais efetivos contra fungos são hipoclorito de sódio, glutaraldeído e enilconazol (não disponível no Brasil). Medidas gerais de limpeza como ventilação, aspiração e remoção de toalhas, escovas e camas também devem ser empregadas.


           

Figura 1: diversas lesões alopécicas,
circunscritas, eritematosas, em cão    
com dermatofitose   



Figura 2:  Lesão em membro do
do proprietário


                

Figura 3: fluorencência positiva à Lâmpada                  
de wood em focinho de felina com dermatofitose          
por Microsporum canis                    

 Lâmpada de wood

 

Figuras 4: diversas lesões alopecicas eritematosas e crostosas na
na face e membros de felino com dermatofitose