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terça-feira, 1 de maio de 2012


Babesiose canina


A babesiose canina está presente em todo o Brasil e é de grande importância na clínica médica veterinária, por ser umas das principais doenças que acometem os cães. Ocasionalmente também pode acometer os gatos e ser transmitida para o homem.

Essa doença, juntamente com a erliquiose canina, é conhecida como “doença do carrapato”, pois a principal forma de transmissão é a picada do carrapato Rhipicephalus sanguineus.

O que é a babesiose canina?

A babesiose canina é causada por protozoários do gênero Babesia. A principal espécie relatada no Brasil é a Babesia canis, que parasita as hemácias dos cães e por isso é conhecida como hemoparasita, causando muitas vezes uma anemia severa. A Babesia canis provoca uma intensa reação no organismo do animal, que leva a anemia severa e diminuição do número de plaquetas, causando ainda alterações nos rins e fígado, que podem ser observadas pelos exames bioquímicos séricos das enzimas renais e hepáticas.

Como é transmitida a doença?

O carrapato (Rhipicephalus sanguineus) se infecta ao picar um cão infectado por Babesia canis e, ao picar outro cão, transmite a babesiose. A transfusão sanguínea pode ser uma forma de transmissão da doença, por isso é muito importante realizar exames laboratoriais nos cães doadores, para verificar o seu estado de saúde.






Quais os sinais clínicos?

Os sinais clínicos dos animais com babesiose no Brasil são muito diversos, mas a maioria dos cães apresenta apatia, anemia, febre, anorexia, perda de peso e mucosas pálidas.

Ainda podem ocorrer hemorragias e não podemos descartar a possibilidade de o animal possuir ao mesmo tempo uma infecção por Ehrlichia canis.

Cães de qualquer raça, sexo ou idade podem ser acometidos pela babesiose e, dependendo da gravidade da doença, poderá levar a morte do animal.


Como é feito o diagnóstico?


Os sinais clínicos da babesiose são muito comuns em diversas doenças, então qualquer alteração observada no animal serve como aviso para os proprietários de que algo de errado está ocorrendo e ele deve procurar um médico veterinário.

Existem exames simples e baratos que podem diagnosticar a babesiose. A realização de um hemograma completo e pesquisa de hemoparasita em esfregaço sanguíneo de borda de orelha podem identificar o parasita.

Contudo, nem sempre é possível visualizar o parasita no sangue circulante, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento. Atualmente existem métodos de diagnóstico molecular, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), que apresenta resultados muito precisos e confiáveis, que são capazes de detectar até mesmo pequenas quantidades de DNA no sangue do animal.

A PCR é uma ferramenta inovadora e com alta precisão de diagnóstico. O resultado da PCR auxilia o médico veterinário no diagnóstico correto e na escolha do melhor tratamento para o animal.

Como tratar a doença?

O tratamento mais utilizado para a babesiose canina é o dipropionato de imidocarb, contudo, deve-se ter cautela no seu uso e sua administração deve ser realizada apenas por médicos veterinários, pois, apesar de ser muito eficaz na eliminação do protozoário do organismo, este medicamento atinge o sistema imunológico do cão e, se não for utilizado da forma correta, pode deixar o animal mais suscetível a infecção.

Como evitar a babesiose?

Como o principal transmissor da babesiose é o carrapato, evitar sua infestação é a melhor forma de prevenção.

Carrapaticidas comerciais ajudam muito na prevenção da doença, mas é válido lembrar que estes produtos devem ser utilizados sob recomendação do médico veterinário.

Não podemos esquecer de controlar os carrapatos no ambiente em que o animal habita, principalmente gramas e terrenos, que são lugares propícios a sua proliferação.

O controle dos carrapatos é extremamente importante, pois um animal pode ser reinfectado, caso seja novamente picado por um carrapato contaminado, e assim desenvolver a babesiose canina novamente.



Fonte: Animais de companhia - www.animaisdecompanhia.com.br

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011



BORDETELOSE (Tosse dos canis)

ETIOLOGIA E TRANSMISSÃO
A bactéria Bordetella bronchiséptica é a causa primária da traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis). Embora a tosse dos canis seja a manifestação clínica mais comum da bordetelose, uma broncopneumonia fatal pode ocorrer como resultado de infecções primárias e secundárias. As infecções mistas na tosse dos canis são comuns, possuem efeito sinergístico com a B. bronchiséptica e podem ter como agentes o vírus da Parainfluenza Canina (VPIC), adenovírus caninos dos tipos 1 e 2 (AVC-1 e AVC-2), herpes vírus canino, reovírus caninos dos tipos 1, 2 e 3, micoplasmas e ureaplasmas. Individualmente esses agentes causam uma doença muito suave ou são albergados na vias aéreas de portadores assintomáticos.
A traqueobronquite infecciosa é altamente contagiosa e a transmissão ocorre por aerossóis, ou seja, gotas eliminadas na tosse e espirro de animais contaminados. Assim animais sadios em contato com animais doentes podem desenvolver a doença. É daí que surge a denominação tosse dos canis, pois a doença torna-se comum onde cães são confinados juntos como canis , lojas de animais etc.
Filhotes recém desmamados, animais imuno-deprimidos por motivos diversos (expostos a friagem, produtos químicos, alérgicos a ácaros, anêmicos, mal alimentados, estressados etc) são mais predispostos a desenvolverem a doença.
A maior ocorrência da doença ocorre no inverno, apesar de haver casos em qualquer época do ano.
PATOGENIA
O alvo primário do microorganismo é o epitélio das vias aéreas superiores. Ele se adere aos cílios desse epitélio em todos os níveis do trato respiratório. O resultado é uma lesão epitelial, uma inflamação aguda e uma disfunção desses cílios das vias aéreas. Um exsudato viscoso e purulento ocorre nas infecções mais graves resultando em rinite com corrimento nasal purulento no trato respiratório superior e em traqueobronquite com formação de tampões bronquiais e bronquíolos por exsudato celular no trato respiratório inferior. A infecção primária de cãezinhos lactentes por B. bronchséptica pode resultar em morte, devido a hipóxia resultante da obstrução dos bronquios e bronquíolos com exsudato purulento. A invasão bacteriana secundária do trato respiratório inferior pode causar broncopneumonia de risco à vida (mais comumente como infecção secundária à cinomose ou a outras infecções virais respiratórias).
SINTOMAS
Na forma mais branda da doença o sintoma mais comum e evidente é a tosse curta e repetida de tom seco. Frequentemente acompanhada de engasgos ou movimentos de esforço de vômito que podem ser confundidas com vômito ou sufocamento. Essa tosse torna-se mais frequente durante o exercício, excitação ou pressão sobre a traquéia. O cão come normalmente, permanece ativo, alerta e não apresenta febre. O curso clínico é geralmente de 7 a 12 dias.



A forma mais grave da doença resulta em infecções mistas em cãezinhos não vacinados provenientes de lojas, abrigo de animais, etc. A broncopneumonia bacteriana secundária parece ser o determinante da severidade da doença. A tosse torna-se produtiva devido a traqueobronquite acrescida de broncopneumonia. O cão, nesse caso, pode apresentar anorexia, depressão, febre, descarga nasocular (rinite e conjuntivite serosas ou mucopurulentas. Essa forma severa é difícil de distinguir da cinomose e pode algumas vezes ser fatal.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da doença é feito através da observação da sintomatologia clínica e do histórico de algum antecedente de exposição a outros cães doentes. Os hemogramas e as citologias revelam achados inespecíficos. A cultura da bactéria não é relevante, pois a B. bronchiséptica pode estar presente nas vias aéreas de animais que são portadores assintomáticos da doença. A radiografia torácica é importante no caso da forma mais grave da doença que pode evoluir para uma broncopneumonia secundária.
TRATAMENTO
No caso da forma mais branda da doença, esta é auto-limitante em 7 a 14 dias, e cães com sinais suaves não exigem terapia específica. Em casos mais graves com o envolvimento do trato respiratório inferior o tratamento é feito através da administração de antibióticos diretamente no trato respiratório, seja por nebulização, seja por injeção intratraqueal para eliminação da B. bronchiséptica da área traqueobrônquica. Nesses casos gentamicina e canamicina são os antibióticos de escolha para tratamento por aerossol ou intratraqueal da bordetelose. O tratamento por aerossol ou injeção intratraqueal deve ser efetuado a intervalos de 12 horas no primeiro dia, e uma vez diariamente por 5 a 7 dias.
Antibióticos administrado por via parenteral podem ser efetivos no tratamento da pneumonia causada pela B. bronchiséptica , desde que doses elevadas sejam utilizadas por um período de 10 a 14 dias, ou mais. Quando os sintomas indicam pneumonia e enfermidade sistêmica, a antibioticoterapia deve ser iniciada através de antibióticos de amplo espectro, e alterada conforme a necessidade, quando resultados do isolamento do microorganismo e dos testes de sensibiladade estiverem disponíveis. Os antibióticos de escolha contra B. Bronchiséptica são: gentamicina, canamicina, cloranfenicol ou tetraciclina, ou também uma associação de trimetropim-sufadiazina (o tratamento deve Ter continuidade de no mínimo 14 dias para não ocorrerem recidivas).
Cães com tosses irritantes, secas, intermitentes e que não desaparecem dentro de 7 a 10 dias, podem necessitar de avaliações e tratamentos adicionais.
Além da antibioticoterapia, tratamentos podem ser necessários para supressão da inflamação e manutenção da desobstrução dos brônquis. Corticosteróides podem ser usados na redução da inflamação do trato respiratório, que pode ser promovida pela tosse persistente. Esses corticosteróides podem ser administrados por aerossóis ou injeção intratraqueal concomitante com antibióticos.
Drogas broncodilatadoras podem ser necessárias para o alívio dos broncoespasmos, e expectorantes podem ser benéficos para ajudarem a facilitar a eliminação das secreções do trato respiratório inferior, por meio de um escalador mucociliar funcional.
A terapia antitussígena deve ser utilizada como reserva, e restrita a períodos de intensas exacervações, porque a completa eliminação da tosse pode propiciar a retenção e acumulo de muco bronquial e dos exudatos , com maior favorecimento do problema.
PREVENÇÃO
A melhor maneira de prevenir a doença é através da vacinação. A imunização de filhotes é feita a partir de 2 meses de idade com uso de vacinas intranasais que protegem a mucosa nasal dos animais, e com revacinação anual. Há também a imunização feita com vacinas injetáveis que não protegem a mucosa nasal e não protegem contra adenovírus tipo 2. Essa vacina é aplicada em 2 doses com intervalo de 15 dias.
No inverno, é importante evitar banhos frequentes, principalmente em animais idosos. E não deixar os cães expostos à friagem, principalmente os de raças de pelo curto que sentem muito frio. Manter distancia de cães infectados é também importante.

A desinfecção pode ser feita com hipoclorito de sódio diluído, por clorexidina ou por cloreto de benzalcônio, nas instalações contaminadas.
No caso de canil, assegure ventilação apropriada de pelo menos 12 trocas de ar por hora.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Doenças Infecciosas




Cinomose

É  uma doença viral altamente contagiosa e frequentemente fatal.
Acomete principalmente cães jovens entre 3 e 6 meses, idosos com baixa imunidade e sem vacinação.
O agente causador da cinomose é o Morbilivírus da família Paramoxyviridae.


Transmissão

É transmitida por vias aerosóes de todo tipo de excreção dos animais infectados (corrimento nasal e ocular, urina, fezes, etc...
Bebedouro e comedouro
Podemos levar também o vírus para o ambiente, tendo contato com animal infectado, e depois tendo contado com o animal sadio, através de roupas, sapatos, etc...
O Vírus entra por via respiratória ou oral, vai para os órgãos linfóides onde se replica e se dissemina para outros órgãos.
O período de incubação do vírus  (que é o tempo entre a entrada do vírus no corpo e  a manifestação dos sintomas da doença) pode ser de 3 a 6 dias, podendo se estender em até 15 dias.

Sintomas   

É uma doença multissistêmica, atinge o trato gastrointestinal, sistema nervoso central e trato respiratório.
Os sintomas mais comuns são:
Má formação do esmalte dentário;
Hiperqueratose do plano nasal  e coxins palmares e plantares (aspecto escamoso da pele do nariz e das solas das patas);
Pústulas;
Erupções cutâneas;
Febre e tosse;
Secreções oculares (conjuntivite) e nasal;
Espirros;
Vômito e diarréia com odor fétido,
Desidratação, perda de apetite e apatia.

           


Sintomas neurológicos podem desenvolver-se quando o cão desenvolve encefalite cinomótica, podemos citar:
Mioclonia (movimentos involuntários constantes, ou seja, o chamado tiques nervosos);
Espasmos;
Convulsões;
Cegueira;
Paralisia.

Formas clínicas da doença:

Cutânea: é uma forma mais benigna da doença, quando os sinais comprovados são unicamente na pele (vesículas e mesmo pústulas), ou mucosas, aparecendo conjuntivites serosas breves, tendo evolução para cura rápida sem maiores complicações. Os animais vacinados que não adquiriram por alguma razão convenientemente imunidade, em geral exteriorizam esta forma da doença.

Digestiva: O aparelho digestivo é o predominantemente afetado, com vômitos e disenteria, de início seroso para se tornar em seguida com presença de sangue (hemorrágica) e purulenta em seu final. 

Nervosa:  Predominantemente sinais nervosos, com sintomas típicos de encefalite.

Pulmonar: São predominantemete do aparelho respiratório as anormalidades constatadas quando do exame clínico do animal, traduzindo-se por inflamação da faringe e laringe que provoca tosse, assim como da traquéia e os próprios pulmões, neste ocorrendo pneumonia. 

Diagnóstico:


O diagnóstico da cinomose é realizado reunindo-se o histórico do animal, sintomas, exames complementares como hemograma e sorologia (detecção de anticorpos ou próprio vírus da cinomose). O diagnóstico definitivopode ser realizado com a confecção de lâminas utilizando-se a papa de leucócitos do sangue total ou imprint de conjuntiva para observação dos corpúsculos de Lentz, no entanto a não observação  dos corpúsculos não exclui a possibilidade de cinomose.

Profilaxia

Manter o animal vacinado, quando filhote e anualmente

Ambiente

O vírus pode permanecer no ambiente, mesmo com uso de desifetantes como lisoforme, cloro, vassoura de fogo.

Evitar o contato dos animais sadios com fezes e urinas de outros animais nas ruas.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos, vitaminas, pomadas ou colírios oculares, soro, alimentação saudável, dependendo sempre do estado do animal para tentar controlar ou extinguir os sintomas ou infecções secundárias, dando suporte e esperando que o organismo do animal reaja contra ao vírus. 
Por isso é muito importante a prevenção através da vacinação (V8 ou V10).
Quando o animal apresenta seqüelas da cinomose, podemos utilizar a acunputura, atualmente muito usada hoje em dia para tratamentos.
Devemos usar de todos os recursos disponíveis para salvar o cão.
Se o cão atingir a cura, ele ficará apenas temporariamente imunizado e deve continuar sendo vacinado anualmente.

Não abandone seu cachorro no momento em que ele mais precisa de sua ajuda.
Pois, ele não faria isso com você! 

                                        

domingo, 21 de agosto de 2011

Leptospirose
É uma doença infecto-contagiosa, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans, serovares (“tipos diferentes”) icterohaemorrhagie, canicola e grippotyphosa.
Ela morre facilmente no meio ambiente seco e pela ação de desinfetantes comuns.
“Reservatórios” são animais que são transmissores (podendo estar doentes ou não, ou estar se recuperando da doença, domésticos ou silvestres), que mantém a bactéria nos rins e a eliminam para o meio ambiente. Principais reservatórios domésticos são os suínos, bovinos e cães. Os ratos geralmente são reservatórios permanentes, e quando há enchente eles (os ratos) são obrigados a abandonar suas tocas, indo para as residências. Entre os silvestres, gambás, raposas, morcegos, preás, etc. A partir de águas de córregos ou paradas, a bactéria pode penetrar na pele com lesões (que não precisam ser visíveis). Essas mesmas águas, não tratadas, se bebidas ou através de alimentos ingeridos contaminados por urina de rato, podem causar a doença. Também pode haver contaminação direta por contato com a urina de animais doentes ou portadores.
Sintomas no humano: pode variar, desde casos leves quase sem sintomas, até outros com dor de cabeça, febre, vômitos, mal estar geral, conjuntivite, “manchas escuras “na pele (petéquias hemorrágicas), as vezes icterícia (“pele amarelada”), meningite, encefalite, e casos que podem chegar até a morte.
Em cães, doença aguda, febril, com sintomas intestinais, hepáticos e renais. Os cães são sensíveis a ela, os gatos raramente o são. Afeta animais de ambos os sexos, de todas as raças, independente da idade. O sorotipo canicola fica alojado nos próprios cães. Eles apresentam ou não a doença aparente, mas a bactéria fica alojada nos rins, sendo eliminada constantemente pela urina, por um, ou mais. Como os cães têm o hábito de cheirar a genitália do outro , pode haver contágio direto de um cão para o outro. Se ele ficar solto na rua, sua urina contaminará o chão das ruas, e outros cães que cheirem esta urina quando passeiam com o dono . Em cães de área rural, tudo em sua volta se contamina, inclusive outros animais.O sorotipo icterohaemorragie tem reservatório em ratos, em média por 2 anos e meio. Eles contaminam o chão, água, e alimentos com sua urina ou quando são comidos por raças que caçam.
Normalmente sem medicação, mais de 75% dos animais doentes morrem, e em torno de 75% dos animais trazidos à clínica veterinária muito tarde também morrem. Animais vacinados também podem, infelizmente, pegar a doença, porém a pegam mais suave. Isto ocorre porque as vacinas disponíveis no mercado só protegem seu animal contra 2 sorotipos, e a contaminação poderá ter sido por outro sorotipo.
A forma aguda tem início súbito com vômitos, diarréia, febre, o animal fica abatido e quieto, e não come nada ou muito pouco. Também pode ter dor de barriga intensa (e até andarem arqueados por causa disso). A temperatura nos primeiros 2 a 3 dias normalmente está acima dos 41º. Entre o quarto e o décimo dia a temperatura cai. Se o animal conseguir vencer a fase agudas e resistir nos primeiros 15 dias , passara a convalescência, que pode durar de 15 a 30 dias. A grande maioria dos animais não resiste a doença entre o quarto e o sétimo dia.

Cuidados para evitar a doença:
1- Tratar os animais doentes, para não disseminar (espalhar) a doença ainda mais.
2- Combater os ratos ( em caso de dúvidas, consultar o departamento de zoonoses da prefeitura, a “carrocinha” ).
3- Evitar águas paradas, ter cuidado em enchentes.
4- Não deixar quintais e jardins das casas com recipientes que possam alojar ratos e água parada da chuva.
5- Vacinar os cães. Gatos não se vacina contra leptospirose, pois eles são resistentes à doença e geralmente não reagem à vacina. Os cães devem ser vacinados contra leptospirose junto com outras vacinas aos 2, 3 e 4 meses e depois disso anualmente. Porém animais que vivem em áreas com muitos ratos ou com águas paradas perto e/ou muitas enchentes, devem ser vacinados a cada 4 a 6 meses.
Repetindo, infelizmente, no caso da leptospirose, mesmo os animais vacinados podem adoecer , e eliminar a bactéria pela urina. A diferença é que a doença é bem mais suave nestes animais e as chances de eles não contrairem a doença é grande.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Patologias


                            Erliquiose canina
Os carrapatos são conhecidos transmissores de doenças para os humanos e atualmente têm sido os vilões na transmissão de doenças graves como a febre maculosa. Mas e os cães? Qual o dono de animais que nunca ouviu falar na famosa “doença do carrapato”?
A doença do carrapato é um nome vulgar utilizado para doenças transmitidas por carrapatos, como a erliquiose canina e a babesiose canina. São doenças comuns na rotina clínica de qualquer médico veterinário com uma frequência maior do que gostaríamos.

O que é erliquiose canina?
A erliquiose canina é causada por bactérias chamadas Ehrlichia canis que parasitam as células de defesa do organismo dos cães, os leucócitos. A E. canis leva por ação sistêmica à anemia e à queda dos leucócitos e plaquetas (responsável pela coagulação).
A E. canis é transmitida pelo Ripicephalus sanguineus, o carrapato comum que vemos nos nossos cães. O carrapato se infecta ao picar um animal contaminado com a doença e transmite a bactéria para outro cão ao picá-lo. Os cães podem se infectar também por meio de transfusões sanguíneas de animais infectados que não apresentam sintomas no momento da doação.
Os cães domésticos e cães selvagens servem como reservatórios para a doença, que tem distribuição por todo o Brasil.

                      




Que sinais o animal apresenta?
A erliquiose pode afetar animais de qualquer idade e pode resultar em febre e vários outros sinais clínicos que podem levar o animal à morte.
A gravidade dos sinais é variável entre os animais. O animal pode apresentar depressão, febre, redução do apetite, perda de peso, sangramento nasal, mucosas pálidas e pontos vermelhos pelo corpo e mucosas. O quadro pode se tornar crônico, com desenvolvimento de complicações renais e articulares. Os cães podem também estar contaminados com a bactéria E. canis sem, no entanto, apresentar, naquele momento, sintomas da doença.

Como diagnosticar a erliquiose?
Os sinais apresentados pelo animal, como estar mais quieto, não comer normalmente, apresentar mucosas pálidas, ter carrapatos ou ter entrado em contato com eles recentemente, são fortes indícios da erliquiose. Além disso, havendo a suspeita, o animal deve ser submetido a exame de sangue (hemograma), para confirmar a existência de anemia e queda do número de leucócitos e plaquetas. Raramente a bactéria pode ser visualizada nas células.
Hoje, temos acesso também a métodos moleculares de diagnóstico, que são precisos e confiáveis, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), que detecta o DNA da bactéria no sangue do animal e facilita o diagnóstico do médico veterinário.

Como tratamos a doença?
O tratamento para erliquiose consiste basicamente em medicação com doxiciclina e imidocarb para eliminar a bactéria. A resposta do animal ao tratamento costuma ser boa quando realizado de forma correta e deve ter um acompanhamento contínuo do médico veterinário até a suspensão dos medicamentos.
Animais não tratados ou tratados de forma inadequada podem ter a bactéria persistentemente no organismo, causando lesão grave da medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas.

Como evitar a erliquiose?
Os cuidados com a erliquiose começam em evitarmos que o animal entre em contato com carrapatos transmissores da doença. Para isso, existem produtos de prevenção a pulgas e carrapatos específicos para o seu animal, que devem ser aplicados conforme a orientação do médico veterinário.
O controle de carrapatos deve ser feito periodicamente também no ambiente quando o animal vive em gramados e grandes terrenos. Vizinhos devem ser conscientizados da gravidade das doenças que os carrapatos podem transmitir para os nossos amigos cães, para que eles também tenham o mesmo cuidado com seus animais e terrenos.
Devemos sempre lembrar que o animal pode ser picado novamente por um carrapato contaminado com a bactéria e voltar a desenvolver a doença, se não estiver protegido com carrapaticidas.
  • Combata carrapatos com produtos de uso veterinário seguros para seu cão, evitando, assim, que ele seja picado.
  • Elimine carrapatos do ambiente em que o animal vive, principalmente gramados.
  • Se seu animal teve ou tem carrapatos, procure um médico veterinário para um check-up. Cuidado nunca é demais.
  • Observe se seu animal não apresenta sinais como mucosas pálidas, apatia ou falta de apetite, principalmente após ter entrado em contato com carrapatos.
  • O animal pode voltar a se contaminar se não estiver protegido com carrapaticidas e for picado por um carrapato contaminado.
  • Qualquer dúvida sobre o assunto, consulte um médico veterinário.