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quarta-feira, 25 de abril de 2012


CRIPTORQUIDISMO EM CÃES




Criptorquidismo (do grego: testículo escondido) é uma alteração reprodutiva de machos, caracterizada pela ausência do deslocamento de um ou de ambos os testículos da cavidade abdominal para o escroto. Criptorquidismo unilateral é o termo correto para se definir a ausência de um único testículo no escroto e criptorquidismo bilateral refere-se à ausência de ambos. O testículo pode estar retido no tecido subcutâneo da área pré-escrotal, no abdome ou na área do anel inguinal.






Nos cães, a formação do tubérculo urogenital no feto se dá ao redor de 24 dias de idade gestacional, a formação dos testículos com 29 dias e o início da fase de migração transabdominal aos 42 dias. A fase de migração inguino-escrotal se inicia ao redor de 4 a 5 dias após o nascimento.



O processo de descida testicular deve completar-se até os seis meses de idade, quando, na maioria dos cães, o anel inguinal se fecha. Porém, os testículos podem ser palpáveis no interior do escroto em períodos que variam de 10 a 42 dias de idade.





Criptorquidismo é uma afecção causada por fatores genéticos mas tem componentes endócrinos e extrínsecos. Existe um envolvimento considerável de fatores genéticos em doenças relacionadas anomalias do cromossomo X, entre elas o aparecimento de criptorquidis-mo. Outros defeitos congênitos parecem estar associados ao criptorqui-dismo incluindo hérnia inguinal, displasia coxofemoral, luxação de patela e defeitos do pênis e prepúcio. Por conceito, o criptorquidismo é uma doença hereditária autossômica, ligada ao sexo. Portanto, embora somente os machos manifestem os sintomas, as fêmeas podem ser portadoras do gene responsável. Acredita-se que a doença seja poligênica.

Existem vários sintomas associados ao criptorquidismo, variando de acordo com a idade e a localização do testículo, tais como: esterilidade, distúrbios de comportamento, aumento de sensibilidade local, dermatopatias, alterações neoplásicas dos testículos, entre outros.

Quando o criptorquidismo for bilateral o animal será estéril. Entretanto, nos casos de criptorquidismo unilateral o testículo em posição escrotal terá espermatogênese normal, sendo comum a oligospermia.

O cão criptorquídico pode apresentar modificações de comportamento como: hipersexualidade, excitabilidade, irritabilidade e tendência à agressividade. Ainda, as neoplasias em testículos ectópicos podem acentuar sobremaneira esta alteração comportamental, além da diminuição da fertilidade, do alto risco de torção do cordão espermático e todas as complicações clínicas e cirúrgicas pela presença do tumor.




 
O exame ultra-sonográfico pode ser de grande valia, pois permite identificar o testículo ectópico bem como alterações morfológicas do mesmo. É preciso ressaltar que a conduta expectante até o sexto mês de idade do animal é recomendada, antes de se estabelecer o diagnóstico definitivo.

O diagnóstico deve ser feito através de inspeção visual e palpação cuidadosa do escroto. Entretanto, a gordura escrotal em excesso e os linfonodos inguinais podem ser confundidos com testículo ectópico. O testículo retido é menor em tamanho e peso (caso não haja neoplasia) em relação ao que está localizado no escroto.

O tratamento para o criptorquidismo pode ser medicamentoso ou cirúrgico. A escolha da melhor conduta a ser realizada depende da idade do animal e da sintomatologia envolvida. Por ser uma afecção comprovadamente hereditária, o tratamento medicamentoso único corresponde a uma conduta questionável do ponto de vista ético. Porém, para cães jovens (até 16 semanas) que apresentam a ectopia testicular de difícil acesso cirúrgico, pode-se optar por tratamento medicamentoso inicialmente, no sentido de promover a descida testicular artificialmente para em um segundo momento proceder-se a terapia cirúrgica.

O tratamento medicamentoso pode ser realizado com o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) ou drogas que tenham ação semelhante ao hormônio luteinizante, como por exemplo, a gonadotrofina coriônica humana. A terapia de escolha para o criptorquidismo é orquiectomia bilateral, por reduzir as chances do desenvolvimento de neoplasias testiculares e a possibilidade de transmissão genética do problema. Dentre as possibilidades de correção cirúrgica, pode-se realizar a orquiopexia ou reposição do testículo ectópico, entretanto essas são condutas que não interrompem a descendência genética da afecção, desta forma não recomendável.

O prognóstico para a vida do animal é excelente quando o tratamento é realizado de forma a evitar o comprometimento neoplásico do testículo ectópico. Em contrapartida, o prognóstico para a vida reprodutiva é ruim.

Conclusão
O criptorquidismo é uma afecção bastante comum na clínica de pequenos animais. Porém, o desafio maior em relação a este problema é o estabelecimento de formas de controle e propagação do defeito em famílias e populações de cães. O controle definitivo do criptorquidismo só é possível por meio de melhoramento e aconselhamento genético conscientes. Para este fim, conhecimento acerca das características do problema são fundamentais. Por exemplo, sabendo-se tratar de uma afecção hereditária, o tratamento cirúrgico definitivo é o de eleição. Ainda, por ser uma alteração autossômica, ligada ao sexo, a transmissão do defeito genético pode ocorrer tanto através do macho como da fêmea. Portanto, a matriz e o reprodutor dos quais o cruzamento resultou em filhotes criptorquídicos, devem ser afastados da reprodução.




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012




Raiva e Doenças Transmitidas por Animais de Estimação.



As zoonoses, ou doenças causadas por animais ao homem, podem ser transmitidas de diversas formas, como: mordidas, arranhões, contato com excreções (saliva, urina, fezes), pêlos, entre outros.

Diversas doenças são transmitidas por mordidas ou contato com animais:

Doença
Agente etiológico
Animal
Arranhadura do gato
Bartonella henselae
Gato
Blastomicose
Blastomyces dermatitidis
Cão e gato
Brucelose
Brucella canis
Cão
Clamidiose (Psitacose)
Chlamydiophila psittaci
Papagaios, periquitos e outras aves.
Coriomeningite linfocitária
arenavírus
Roedores
Criptococose
Cryptococcus neoformans
Cão, gato, ovinos, primatas, pombos.
Dermatoses
Ácaros e pulgas
Cão e gato
Doença de Lyme
Borrelia burgdorferi, através de carrapatos minúsculos.
Cão, mamíferos silvestres.
Encefalopatia por Herpesvirus
Herpesvirus simiae
Primatas
Esporotricose
Sporothrix schenckii
Cão e gato
Febre Maculosa
Rickettsia rickettsii, através do carrapato-estrela.
Cão, coelho, cavalo, gado, gambá, capivara.
Histoplasmose
Histoplasma capsulatum
Pássaros, pombos, morcegos.
Larva Migrans cutânea
Ancylostoma brasiliense
Cão e gato
Leptospirose
Leptospira spp.
Rato e gato
Mordedura do rato
Streptobacillus moniliformis, Spirillum minus
Rato
Peste
Yersinia pestis
Gato e rato
Raiva
Vírus da raiva
Cão, gato, morcego e outros animais.
Salmonelose
Salmonella spp.
Cão, gato, hamsters, jabotis, aves e répteis.
Teníase
Hymenolepis nana e Taenia taeniformis
Cão, gato, hamster
Tétano
Clostridium tetani
Homem e outros animais
Tularemia
Francisella tularensis
Coelho e gato

Infecções bacterianas:

As mordidas podem gerar infecções na pele (celulite e abscesso), nas articulações e ossos, sendo em geral causadas por diversas bactérias.

A princípio, toda mordida humana ou animal é contaminada com bactérias, que podem gerar infecções.

As infecções acontecem com maior freqüência se o intervalo de tempo entre o acidente e o atendimento for maior que 8h; a mordida for nas mãos e pés; lesões profundas ou com esmagamento; se tiver presença de fezes, saliva, sujeiras; ou se a pessoa mordida tiver alguma doença preexistente (desnutrição, imunodeficiência, diabetes etc.).

O risco de infecção depois de uma mordida por cão é de 4 a 10%. Se o animal agressor for um gato o risco é de 50 a 80%.

Raiva:

O que é a raiva?

É uma doença causada por um vírus (Lyssavírus) e transmitida entre os mamíferos pela saliva de animais doentes.

A raiva é doença extremamente grave, levando à salivação excessiva, alterações neurológicas, paralisias e à morte em poucos dias após o acidente com um animal doente.

Que animais transmitem a doença?

Somente animais mamíferos podem contrair o vírus da raiva, portanto, capazes de transmitir a doença.

Cães e gatos podem transmitir a doença por mordidas, arranhões ou lambidas. São mais graves os acidentes em que o animal está doente; lesões profundas, múltiplas, na cabeça, pescoço, mãos ou pés; se o animal vive na rua e se não puder ser observado por 10 dias. Lambidas nas mucosas (boca, olhos) também são perigosas.

Morcegos e outros mamíferos selvagens têm alto risco de transmitir a raiva.

Ratos, hamsters e coelhos geralmente não transmitem a raiva e não há necessidade de profilaxia para raiva após acidentes com estes animais.

Acidentes com bovinos, caprinos, eqüinos, suínos e macacos criados em casa podem raramente transmitir a raiva, e a necessidade de profilaxia deve ser avaliada de preferência em conjunto pelo médico e o veterinário.

O que fazer após uma mordida de animal?

Lavar bem com grande quantidade de água e sabão neutro, retirando sujeiras e objetos que podem contaminar a ferida. A lavagem com soro fisiológico é preferível se houver a possibilidade.

Procurar o mais brevemente possível atendimento médico, idealmente antes de 8 horas do acidente. O médico irá avaliar a necessidade de exames e de procedimento para retirar tecidos necrosados, prevenção de infecções com antibióticos e prevenção de raiva e tétano com vacinas, soros ou imunoglobulinas.

O acompanhamento médico é importante para verificar a ocorrência de infecções ou outras complicações.

Lembre que as arranhaduras e lambidas também podem causar doenças e a pele afetada deve ser muito bem lavada. A consulta médica também é importante para as orientações e condutas adequadas a cada caso.

Como se faz a prevenção da raiva?

Antes de qualquer acidente:

Vacinar todo ano cães e gatos a partir de dois meses de idade e evitar que eles fiquem na rua;

Quando andar com cães de estimação pela rua, leve-os presos a coleiras;

Ter cuidado ao se aproximar de cães e gatos desconhecidos, evitando alimentar e tocar em animais de rua.

Após um acidente (mordida, arranhões ou lambidas em mucosas):

Lavar bem o local com água e sabão;

Não matar o animal agressor e mantê-lo preso e isolado em casa por dez dias, para observação. Se após este tempo estiver sem sintomas de raiva, pode ser liberado;

Procurar assistência médica para avaliação do risco de contágio de raiva e encaminhamento para a vacinação e soro anti-rábico, se necessário. Se o animal puder ser observado, o número de doses da vacina é menor e se estiver sem sintomas suspeitos de raiva, se evita a administração do soro anti-rábico.

Doença da arranhadura do gato:

O que é esta doença?

É uma doença bacteriana causada pela Bartonella henselae, que afeta os gânglios linfáticos próximos à área arranhada ou mordida por um gato. Uma a duas semanas após a arranhadura, ocorre inflamação no local, aumento dos gânglios próximos, febre e fraqueza. Geralmente é autolimitada e benigna.

Em alguns casos pode haver febre persistente e complicações como endocardite, infecções do fígado, transtornos do sistema nervoso central. Pessoas com SIDA podem ter infecção grave.

Como o gato se contamina com a doença?

O gato geralmente é portador assintomático, ou seja, carrega a bactéria, mas não fica doente. Acredita-se que a transmissão da doença entre os gatos domésticos ocorra por meio de pulgas contaminadas. Filhotes de gatos correm maior risco do que gatos adultos.

Como prevenir a doença em seres humanos?

As melhores medidas são controlar as pulgas nos gatos, manter as unhas curtas e limpas e evitar atitudes que motivem o gato a morder ou arranhar.

Após um acidente de arranhadura, o local deve ser lavado imediatamente. Um médico deve ser consultado se ocorrer inflamação no local ou aparecimento de gânglios aumentados e dolorosos (ínguas).

Salmonelose:

O que é a Salmonelose?

É uma doença infecciosa causada por bactérias da espécie Salmonella, geralmente a Salmonella enterica. Causa diarréia intensa, febre, cólicas intestinais e outros sintomas abdominais, podendo evoluir para desidratação, septicemia e meningite, necessitando hospitalização.

As crianças são as mais vulneráveis a esta doença e suas complicações.

Como os animais transmitem a doença?

Alguns animais são portadores de Salmonella spp. e podem transmitir ao homem pelo contato direto ou indireto com fezes, urina e saliva: roedores (ratos, hamsters), répteis (tartarugas, lagartos, cobras) e aves domésticas.

Como prevenir a Salmonelose?

Lavar as mãos com água e sabão após manusear animais ou objetos que estavam em contato com eles e não levar as mãos à boca quando estiver com os hamsters, répteis e aves. Evitar beijar os animais. Não deixar que os animais fiquem próximos às áreas de preparo de alimentos e evitar comer e manejar os animais ao mesmo tempo.

Hamsters devem ser mantidos afastados de ratos ou camundongos e levados ao veterinário para detectar se são portadores de Salmonella.

Crianças menores de 5 anos e pessoas com imunodepressão devem evitar contato com répteis e animais que possam estar infectados por Salmonella e outros agentes de diarréias invasivas.

Outros cuidados gerais com animais de estimação para evitar que transmitam doenças para o homem:

Para não atrair ratos:

Não deixar comida a noite para os animais domésticos, desprezar o lixo em sacos plásticos resistentes e em lixeiras tampadas, não acumular entulho, acabar com locais onde ratos possam residir próximos ao homem , vacinar os animais anualmente e em áreas endêmicas a cada 6 meses para leptospirose.




Cães e gatos:


Vacinar para raiva anualmente a partir dos 4 meses de idade. 


Manter os animais sempre de banho tomado, trocar freqüentemente panos em que os animais deitem. Não deixe seu animal dormir em locais úmidos, mantendo seu ambiente limpo.

Levar ao veterinário se o animal apresentar perda de pêlos ou coceira persistente.

Não deixar que os cães evacuem nas praias e recolher as fezes locais públicos, tais como: gramados, parques e calcadas.

Usar luvas se for ajudar cadelas no parto.

Usar produtos carrapaticidas, principalmente em áreas em que freqüentemente ocorram casos de doenças como febre maculosa ou doença de Lyme.

Aves:

Evitar que os pombos façam ninhos no forro das casas e usar máscara quando limpar as fezes.

Manter boa higiene em viveiros e gaiolas, evitar o contato com as fezes das aves sem luvas de borracha; lavar e desinfetar as mãos e braços após ter contato com aves; não levar a mão à boca; levar a ave doméstica ao veterinário se observar qualquer sinal de doença.

Cuidados para evitar carrapatos:

Ao entrar em locais onde possa haver carrapatos, tais como: locais com arbustos, árvores ou capim, usar repelente que contenha DEET (o produto químico N-N-dietil-meta-toluamida) ou permetrina. Os produtos à base de DEET não devem ser aplicados em bebês com menos de dois meses de idade e devem ser usados em concentrações de no máximo 30% em crianças maiores. Os produtos contendo permetrina não devem ser usados sobre a pele, pois se destinam à aplicação em roupas, sapatos, cortinados de cama contra mosquitos e equipamento para campismo.

Usar calça e a camisa comprida e clara, para que se possa ver o carrapato; Mantenha-se em trilhas abertas quando fizer passeios ou caminhadas e evite as margens, onde é provável a presença de carrapatos. Se acontecer de o carrapato picar, é importante retirá-lo o mais depressa possível, a fim de diminuir o risco de infecção.

Depois de permanecer em áreas que possam estar infestadas com carrapatos, verificar as pessoas e animais de estimação estão com carrapatos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Coprofagia em Cães

 Ingestão de fezes                     


A coprofagia ou a ingestão de fezes próprias ou de outros animais é uma infeliz tendência que alguns cães tem, e é uma queixa bastante comum dos donos em clínicas veterinárias. Para os filhotes muito jovens, este comportamento é normal, mesmo sendo indesejável na perspectiva do dono.

Os filhotes geralmente comem as fezes dos cães mais velhos e dos companheiros de ninhada como forma de explorar o meio ambiente.

Embora haja controvérsia, alguns pesquisadores também explicam a ingestão de fezes como uma forma de estabelecer a microflora intestinal.

Este comportamento ocorre mais freqüentemente em filhotes confinados, que vivem em ambientes relativamente estéreis e não fazem exercícios suficientes ao ar livre.

Geralmente o cão é punido pelos donos por ter feito suas necessidades em local impróprio. Esta punição, quase sempre não ocorre no ato, e sim algum tempo depois do fato.

Como o animal não foi punido no momento adequado, isso o levará a defecar cada vez mais na ausência dos donos e, posteriormente sumir com a prova do "crime", ou seja, comer suas fezes. Outra causa é o fortalecimento das atitudes do cão por parte de seus donos. Ao descobrirem que o animal come seus excrementos, os donos correm para interrompê-lo, gerando uma competição entre ambos. Com isso, o cão ingere suas fezes para ter a certeza de que seus excrementos não serão retirados dele. Deve-se ignorar as defecações inoportunas e não colocar o focinho do cão em seus excrementos como castigo, pois apesar de causar repugnância para as pessoas, para o cão isso não ocorre.

Sobretudo procure não limpar as fezes na presença do animal, pois o ato de se abaixar muitas vezes é entendido como um convite para brincar.

O castigo para os cães que ingerem fezes é inegavelmente inútil já que o comportamento é auto compensador. Um aparente sucesso obtido com o castigo apresenta várias falhas, aumentando as probabilidades de repetição do comportamento. O tratamento mais eficaz, é impedir o acesso às fezes, já que a coprofagia aparece mais freqüentemente em locais em que há falta de higiene.

Outra técnica que pode ser tentada é a aversão ao gosto. A aversão ao gosto é útil para eliminar vários comportamentos relacionados com o paladar. Use uma substância de gosto desagradável como a pimenta, vinagre, por exemplo. Deixe o filhote cheirar bem a substância e coloque-a imediatamente em sua boca para que sinta o gosto desagradável. Isto ensina a associar um odor particular à um gosto bastante desagradável. Sempre que as fezes ou outros objetos forem revestidos com a substância desagradável, o cão se sentirá inibido na hora de ingeri-la devido à má experiência anterior que o filhote teve.

Para que esta técnica tenha resultado, é necessário que o animail tenha provado o objeto com o gosto ruim anteriormente, do contrário de nada adiantará aplicar este artifício.

Normalmente o comportamento de ingerir fezes desaparece por volta dos três ou quatro meses de idade.

Se persistir, a causa precisa ser descoberta vários fatores podem levar um cão a comer fezes como por exemplo: as verminoses, as deficiências nutricionais, a dificuldade em digerir completamente os alimentos, pois odores alimentares podem ainda estar presentes nas fezes incentivando o cão a ingeri-las. Também tem-se mencionado como causa da ingestão de fezes a adição de substâncias aromáticas aos alimentos industrializados para cães visando aumentar a apetência. Estas substâncias podem chegar à matéria fecal sem serem digeridas incitando os animais a comer seus excrementos.

Para aqueles cães que têm o hábito de ingerir fezes de gatos, a explicação está no fato de que as fezes dos gatos possuem alta concentração de proteínas. O método mais fácil e eficaz de cessar este problema é colocar a caixa de areia dos gatos em local inacessível ao cãozinho. Também neste caso a punição para este comportamento não é compreendida pelo filhote.

A ingestão de grama é outro dos problemas de alimentação sobre o qual os donos perguntam aos veterinários, principalmente porque depois de ingeri-la eles vomitam. É importante lembrar que os carnívoros consomem naturalmente matéria vegetal na sua dieta normal. Os carnívoros selvagens como os lobos por exemplo, a obtêm do trato digestivo dos herbívoros que caçam no meio ambiente em que vivem, como os veados, coelhos, preás etc.

Já os gatos a obtêm dos ratos e camundongos. Um detalhe sobre esta vegetação ingerida pelos carnívoros proveniente dos herbívoros caçados é que estes vegetais já estão parcialmente digeridos. O cão doméstico praticamente já não tem mais esta oportunidade para caçar e deve depender dos humanos para obter seu alimento.

Quando a matéria vegetal é insuficiente o cão procura comer plantas tenras para suprir suas necessidades e, como falta aos carnívoros em geral as enzimas digestivas presentes nos herbívoros, a matéria vegetal irá irritar o estômago causando vômito. Neste caso, uma dieta com uma boa ração balanceada ou um pouco de vegetais cozidos adicionados ao alimento do filhote ajudará a cessar o problema dos vômitos.

No caso da ingestão de fezes de cavalos e bovinos, a causa está mais relacionado com a necessidade de ingestão da matéria vegetal do que com a coprofagia. Estas fezes contêm bastante fibras digeridas, o que as torna uma boa fonte vegetal para o filhote. Também neste caso a adição de vegetais na dieta ou a utilização de ração balanceada pode cessar completamente o problema.