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segunda-feira, 28 de maio de 2012






A origem dos West Highland White Terrier, ou Westie para os mais íntimos, é um tanto polêmica, mas a grande maioria dos pesquisadores aceita que sejam descendentes dos antigos terriers da Escócia.

Atribui-se a fixação das principais características a um criador chamado Coronel Malcolm, que criava os seus Terriers de diversas cores e após ter atingido um de seus cães preferidos numa caçada por confundi-lo com uma raposa, passou a dedicar-se à criação dos exemplares brancos, com os quais jamais correria o risco de um novo acidente.
A partir daí, vários criadores iniciaram projetos no mesmo sentido, e em 1907, a raça foi reconhecida pelo The Kennel Club da Inglaterra, que em 1924 determinou, que os cruzamentos entre os exemplares brancos (Westies) e os outros cairn terriers (de cores diferentes) estava proibido.

Os Westies foram desenvolvidos para a caça de pequenos animais, roedores e outros pequenos mamíferos. O trabalho dos Westies nas caçadas era entrar nas tocas e afugentar a presa para fora. Para isso, deveriam ter grande agilidade, força para escavar suas tocas e uma mordida poderosa considerado seu tamanho diminuto.
Hoje em dia, mesmo em países em que a caça é permitida, os Westies são basicamente cães de companhia. No entanto, os clubes da raça promovem torneios nos quais é testado o seu instinto de caçador. Os cães são colocados diante de buracos preparados pelos organizadores e devem encontrar a presa ao final de um labirinto de túneis. Ganha aquele que for mais rápido na busca e conseguir sair do túnel sozinho no menor tempo.

Com tantas qualidades, os Westies logo conquistaram admiradores em vários países da Europa e mais recentemente, nos Estados Unidos. Em 1996, o Westie foi a terceira raça mais registrada pelo The Kennel Club da Inglaterra e na França foi a oitava.
Como todo terrier, o Westie tem uma personalidade forte e muito charme. Sua pelagem e o formato arredondado da cabeça, dão-lhe uma aparência de ‘bichinho-de-pelúcia’, o que está muito longe de suas reais qualidades e pode levar a enganos: o Westie precisa de um dono que além de apreciar sua beleza, possa dispor de tempo para promover atividade física e diversão, essenciais para seu bom desenvolvimento psicológico.

Bastante ativo e brincalhão, o Westie é muito resistente fisicamente, podendo acompanhar os donos em longos passeios e caminhadas. Muito afetuoso com as pessoas da casa, é um cão que prefere sempre acompanhar as atividades familiares e não gosta de solidão. Segundo alguns criadores, o Westie é como uma ‘sombra branca’, seguindo os donos onde quer que estejam.
Corajoso e sempre muito alerta, a sua coragem e auto-confiança, podem deixar-lhe em situações um tanto difíceis, porque como boa parte dos terriers, os Westies não parecem reconhecer o seu real tamanho.

Se educados desde cedo, podem conviver tranquilamente com outros animais e cães. Já com as crianças, podem ser excelentes companheiros, desde que elas respeitem os seus limites e não insistam em brincadeiras muito violentas, às quais pode reagir.

Se o adulto caracteriza-se pela atividade, os filhotes têm energia de sobra e precisam aprender desde cedo as restrições que deverão respeitar. Uma boa medida para explorar essa energia e melhorar o relacionamento entre cão e dono, é a socialização precoce e aulas de adestramento de obediência, uma vez que tentar fazê-lo obediente pela violência ou por ‘gritos’ resultará apenas numa grande frustração. Adapta-se muito rápido aos hábitos da casa e às pessoas que o rodeiam.
A escolha de um bom filhote, com boa procedência e antecedentes é uma das principais medidas que o futuro dono deve cumprir. Os filhotes devem apresentar corpo compacto e forte, e a pelagem deve ser limpa/viçosa assim como os olhos devem ser brilhantes e assim como o nariz, devem ser bem pigmentados.

O ideal é que os filhotes não sejam excessivamente tímidos ou medrosos. Devem ser alegres e curiosos a respeito do mundo ao redor.
O Westie pode ainda participar de torneios de mini-agility, onde sua grande agilidade e rapidez são fundamentais para um bom desempenho nas pistas.
Tímidos ou medrosos. Devem ser alegres e curiosos a respeito do mundo ao redor.

O Westie pode ainda participar de torneios de mini-agility, onde sua grande agilidade e rapidez são fundamentais para um bom desempenho nas pistas.


Um dos principais cuidados com a pelagem do Westie é evitar banhá-lo excessivamente. O Westie não deve tomar banhos em intervalos muito curtos e, para mantê-lo limpo e branco, os criadores recomendam que, além da escovação, seja polvilhado bicarbonato de cálcio, que serve como ‘imã’ para a sujeira do pelo. Os banhos em excesso danificam a pelagem dupla do Westie e removem a gordura natural que serve como proteção para sua pele.

Os Os Westies são cães que, devido à sua história como caçador, tem uma boa resistência. No entanto, são especialmente suscetíveis a desenvolver problemas de pele e alergia como seborréia além de:


  • Alergia Atópica – alergia de pele devido a fatores como ácaros, plantas e alimentos. O tratamento deve ser feito por um veterinário para descobrir a CAUSA da alergia.
  • Catarata Juvenil
  • White Shaker Dog Syndrome – uma síndrome que provoca tremores generalizados e acomete especialmente cães de pequeno porte, entre eles o Westie. Existe uma forte associação entre essa síndrome e a pelagem branca dos cães, o que sugere que o causador deste quadro seja um fator neurológico envolvendo a melanina e os neurotransmissores.
  • Necrose da cabeça do fêmur – doença genética que causa má circulação sangüínea na região do fêmur, podendo levar o cão a mancar. Em casos graves, é necessário uma prótese.






terça-feira, 8 de novembro de 2011



Adotar um cão como animal de estimação é semelhante a ter filhos, afirmam cientistas. As experiências emocionais vividas pela companhia dos cachorros são equivalentes às da paternidade, segundo aponta uma pesquisa publicada na última edição da revista Hormones and Behaviour. As informações são do jornal britânico Telegraph.
Os pesquisadores descobriram que quando donos de cachorros brincam com os animais, liberam um hormônio ligado à sensação existente no cuidado infantil. Chamado de oxitocina, o hormônio está associado ao sentimento de amor, amizade e paixão, atenuando o estresse e a depressão.
A descoberta foi feita por estudiosos da Universidade de Azuba, no Japão, que recrutaram 55 pessoas. Os voluntários tiveram os níveis de oxitocina da urina analisados 30 minutos após brincarem com seus animais de estimação.
Os cientistas também verificaram a influência do contato visual dos proprietários de cães na liberação do hormônio. Nos testes, metade dos voluntários permaneceu cerca de 20 minutos sem poder olhar diretamente para seus bichos, Em seguida, eles puderam olhar nos olhos dos seus animais.
Após o experimento, os cientistas constataram que o nível de oxitocina dos voluntários havia aumentado em cerca de 20% apenas dois minutos e meio após voltarem a ter contato visual com seus bichinhos.
Com base na avaliação, Takefumi Kikusui – que realizou a pesquisa em parceria com o biólogo Miho Nagasawa -, disse que um aumento no nível do hormônio poderia explicar porque brincar com cães pode melhorar o humor e até mesmo atenuar os sintomas de ansiedade e depressão.
Acredita-se que a oxitocina pode ter desempenhado um papel fundamental na domesticação de cães e lobos, cerca de 15 mil anos atrás. “A razão que me fez essa investigação é porque eu sou um grande amante de cachorros e senti que algo muda no meu corpo quando eu estou em contato com meu cão”, afirmou Kikusui.
“Talvez durante o processo evolutivo, seres humanos e cães tenham vivido juntos para compartilhar experiências sociais, tais como o contato visual e gestual. É por isso que cães podem adaptar-se à sociedade humana”, complementou o cientista.
Um estudo anterior descobriu que os seres humanos aumentam os níveis de oxitocina ao olharem para fotografias de pessoas queridas com mais freqüência.
                      

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cães Terapêutas


A simples visita de cachorros em hospitais e asilos ajuda a melhorar a saúde de pacientes.
Ter um animal de estimação como companhia é extremamente gratificante. Só quem tem um bichinho em casa sabe como é a troca de amor e companherismo com os animais. Além do carinho e conforto, estudos recentes mostram que o simples ato de acariciar seu animalzinho pode fazer muito bem à saúde.
Isso porque o carinho aumenta a produção de imunoglobulina, anticorpo natural que combate gripes e resfriados.
O tratamento de doenças com animais, conhecido como zooterapia, ganhou conhecimento no meio médico nos últimos anos. A Terapia com auxílio de cães é uma das mais populares e serve para melhorar a condição física e mental de crianças e adultos.
O Instituto Nacional de Ações e Terapias assistidas por Animais (INATAA), com sede em São Paulo, promove encontros entre pessoas e animais, para permitir o desenvolvimento humano em seu mais diferentes aspectos.
A presidente da INATAA, Silvana Fedeli Prado, afirma que a terapia assistida com animais aumenta a socialização, reativa a confiança, estimula a memória, os processos de interação e os vínculos em idosos internados em asilos ou crianças em hospitais. " O Cão não julga. Não liga se a pessoa está sem um pedaço de um membro, por exemplo.
E isso é muito importante também para o resgate da autoestima", explica.












Além dos benefícios emocionais, visitas periódicas de cães em locais como esses ativa a liberação de neurotransmissores e hormônios, como dopamina, que serve de estimulante, e a endorfina, que desperta a sensação de prazer.